Aula 01 - Cartografia / Geomorfologia

Alexandre Tomy

06/11/2020

Cartografia

Projeções cartograficas

Todo mapa revela uma determinada visão de mundo!

Projeção de Mercator

  • Mantém forma e não proporção (áreas distorcidas)
  • Eurocentrismo

Projeção de Peters

  • Alterou fromas para manter proporção
  • Valorização do mundo subdesenvolvido

O “Hack” do Google Maps

Mais materiais

Geomorfologia

Camadas da Terra

  • Núcleo: sólido - composto por ligas metálicas;
  • Manto: pastoso - rochas derretidas;
  • Crosta: oceânica e continental.

LITOSFERA: Camada sólida mais externa constituída por rochas e solo e que sofre forças internas do manto e núcleo.

Teoria da deriva continental

  • Há 250 milhões de anos, os continentes estavam agrupados em um único (pangeia) - Alfred Wegener, 1915
  • Então, a pangeia começa a se fragmentar em massas de terra emersas.

Evidências

  • Linhas da costa Atlântica da América do Sul e da África que se encaixam;
  • Fósseis encontrados nos dois continentes que viveram na mesma época;
  • Formações rochosas coincidentes;

Mapa da Pangeia mostra onde ficariam os países no supercontinente

Tectônica de Placas

  • A partir da deriva continental, a teoria da tectônica de placas se consolida nos anos 1960.
  • A crostra terrestre é fragmentada em placas tectônicas que se movimentam devido a dinâmica interna da Terra (correntes de convecção).

Limites entre as placas

  • São áreas de instabilidade geológica. O deslocamento das placas provoca dobramentos, falhas, vulcanismo e terremotos.

Limites convergente: colidem, gerando fossas ou dobramentos

Limites Divergente: se separam, trazendo magma

Limites Transformantes: deslizam, gerando falhas

Falha de San Andreas

Estrutura geológica da Terra

  • É o conjunto de diferentes rochas de um lugar e os processos geológicos sofridos por elas.
  • São as estruturas: Escudos (Escudo Brasileiro); Bacias sedimentares (Amazônica, do Paraná, do Pantanal e do Maranhão); Dobramentos (Cordilheira dos Andes).

Estrutura geológica no Brasil

  • O Brasil está inserido na Plataforma Sul-Americana. Apresenta escudos cristalinos, bacias sedimentares e dobramentos antigos.
  • Nossos recursos minerais estão diretamente relacionados com nossa geologia.
    • Terrenos arqueozóicos: Complexo Cristalino Brasileiro - rochas magmáticas (granito) e metamórficas (gnaisse);
    • Terrenos proterozoicos: onde estão nossas riquezas minerais - ferro (hematita), manganês (pirolusita), estanho (cassiterita), alumínio (bauxita), ouro, cobre, entre outros;

Tipos de rochas

  • As rochas são compostas por grupos (diferentes ou não) de grãos de minerais agregados.
  • Dividem-se pela sua origem em:
    • Magmáticas: magma solidificado. Ex.: granito, basalto;
    • Sedimentares: decomposição e deposição de sedimentos de outras rochas ou detritos orgânicos. Ex.: calcário, carvão, sal;
    • Metamórficas: alteração de outras rochas por meio de altas pressões e temperaturas. Ex.: mármore (vem do calcário), gnaisse (do granito);

Agentes do relevo

  • O relevo é fruto de duas forças opostas: endógena (interna) e exógena (externa).

Agentes endógenos (formadores do relevo)

  • Tecnonismo: deslocam e deformas rochas, formando a crosta. Geram as falhas e montanhas;
  • Vulcanismo: extravasamento do magma na superfície através das fendas, fissuras ou corpos vulcânicos;
  • Abalos sísmicos: movimento da superfície terrestre por meio de vibrações que provocam deslocamentos, falhamentos, terremoto (terra), maremoto (mar);

Agentes exógenos (modeladores do relevo)

  • Provocam o desgaste das rochas, transportando e depositando sedimentos (erosão).
    • marítima: linhas costeiras modeladas pelas águas do mar;
    • glacial: deslocamentos das geleiras;
    • pluvial: solos são desgastados e seu material carregado pelas águas da chuva;
    • fluvial: ação das águas dos rios, que transportam e acumulam material, formando vales, cânions, planicies fluviais, deltas;
    • eólica: mais atuânte em regiões desérticas e litorâneas e menos nas equatoriais. Vento “lixa” a rocha, acumulando e depositando em dunas e solos de Loess (muito finos e férteis);

Formas de relevo

  • Montanhas: maioria ligadas a processos endógenos (internos);
  • Planaltos: resultantes de processos erosivos prolongados;
  • Depressões: abaixo do nível do mar (absolutas) ou dos terrenos ao redor (relativas);
  • Planicies: grande extensão de terreno plano ou ondulado, pouco elevado acima do nível do mar;

Formas de relevo no Brasil

  • Por ser antigo, nosso relevo vem sofrendo açõa dos agentes externos (água e vento), e também não apresenta altas altitudes.
  • Nas regiões úmidas, temos formas mais suaves e arredondas, modeladas pelas águas das chuvas, rios e cachoeiras. Ex.: serras do sudeste.
  • As regiões áridas possuem formas mais abruptas, causadas pela desagregação das rochas e chuvas fortes e irregulares. Ex.: sertão nordestino.
  • Os rios da grande rede hidrográfica brasileira são importantes agentes de erosão e sedimentação.
  • Relevos predonimantes: planaltos, planícies e depressões relativas.
  • Alguns específicos: serras (dobramentos, escarpas de planaltos); chapadas (planalto sedimentar, de topo plano e encontas escarpadas); inselbergs (saliências rochosas em regiões de clima mais árido); cuestas (um lado escarpado e outro com declive suave).

Solos

  • O solo é a camada mais superficial da crosta terrestre, e é resultado do intemperismo.
  • Intemperismo consiste na alteração das rochas ao ter contao com os seguintes agentes: água, ar, mudança de temperatura e seres vivos.
    • Fatores: clima (variação sazonal da temperatura e distribuição das chuvas); relevo (infiltração e drenagem das águas pluviais); fauna e flora (matéria orgânica para reações químicas); rocha parental (sua resistência); tempo de exposição da rocha aos agentes.
  • A Pedogênese (formação dos solos) ocorre quando modificações causadas pelo intemperismo tornam-se estruturais, com os minerais reorganizados. Depois a fauna e a flora modificam e movimentam materiais, mantendo o solo aerado e renovado.
  • Os dois processos formam o perfil do solo, estruturado sobre a rocha matriz, formando o manto de alteração.

Solos brasileiros

  • Clima predominantemente tropical úmido e a estabilidade estrutural (sem grandes alterações desde muito tempo) faz com que a formação da cobertura dos nossos solos sejam marcados principalmente pelo fator climático.
  • O clima tropical também influencia a ação das chuvas no “envelhecimento” (acidificação) do solo.
  • Latossolos são o tipo mais representativo. Possuem coloração avermelhada, acidez elevada e ricos em argilominerais, óxidos de ferro e alumínio.

Degradação

  • A má utilização pode gerar a perda dos solos, que é recurso não renovável.
  • Principais problemas: lixiviação (perda de sais minerais pela água das chuvas); laterização (lixiviação do solo em área chovosa e rica em ferro e alumínio, formando uma crosta); esgotamento dos solos (plantio inadequado torna estéreis áreas cultiváveis); salinização (alta evaporação em áreas irrigadas, acumulando sais no solo, tornando-a improdutiva); erosão (desgate e perda de detritos com a ação das chuvas e ventos);
  • A erosão é o principal problema ambiental relacionados aos solos, podendo ser previnida com a proteção de cobertura vegetal.
    • Alta erosão dos solos causam: assoreamento (acumulo de sedimentos) de rios e nascentes, formação de voçorocas (grandes buracos de erosão), ravinas, e deslizamento de encostas.
  • Algumas práticas de prevenção e até reversão dos processos de degradação são: rotação de culturas, terraceamento, curvas de nível e calagem.

Terraços agrícolas no Peru, criados pelo Império Inca

Desertificação

  • Processo que vem tomando grandes proporções e que provoca impactos ambientais, sociais e econômicos.
  • Desertificação é a degradação do solo nas regiões mais secas em decorrência das variações climáticas e atividades humanas. - Agenda 21
    • Principais causas segundo as Nações Unidas: sobrepastoreio, salinização por irrigação e processos de uso intensivo sem manejo adequeado.
  • Ações de degradação induzidas pelo homem, segundo a FAO:
    • das populações animais e vegetais (caça e extração de madeira); do solo (fisica - erosão e compactação pela mecanização - ou química - salinização); das condições hidrológicas da superfícia (perda da cobertura vegetal); das condições geo-hidrológicas das águas subterrâneas (modificação nas condições de recarga); da infraestrutura econômica e qualidade de vida dos assentamentos humanos.

Referências

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